sexta-feira, 13 de maio de 2016

Fugacidade e recomeço...

como a flor da cerejeira, perto da nossa casa.


Foto do dia 1 de maio de 2016.

A que colhi hoje de madrugada, antes do Sol nascer, ainda não tem foto, por enquanto apenas está connosco. Fica o espaço, que dá espaço ao que bem se entender... talvez mais tarde se venha aqui plantar.




Juntos começamos a manhã, a caminho do trabalho e da escola, conversando, e o Sol nasceu, o Alento que se ouvia, ou o Amanhecer, o continuum das nossas vidas. as voltas ao Sol são o mmc, cada um com as suas :)

Esta semana lembrei-me do título do livro, «Só para o meu amor é sempre Maio», foi assim que o memorizei, na realidade é «Só para meu amor é sempre Maio».  Peguei no livro, sublinhado e anotado a lápis, não é surpresa, rabiscos da minha leitura passada... recordei e confrontei, e continuo a sentir e a acreditar, é bom... páginas 26, 29, 30, 32, 43, 44, tantas... 178, 186, 201...




O título é verso de Camões, daqui retirado:
Este amor, que vos tenho limpo e puro,
De pensamento vil nunca tocado,
Em minha tenra idade começado,
Tê-lo dentro nesta alma só procuro.
D'haver nelle mudança estou seguro,
Sem temer nenhum caso, ou duro fado,
Nem o supremo bem, ou baixo estado,
Nem o tempo presente, nem futuro.
 
A bonina e a flor asinha passa;
Tudo por terra o inverno e estio deita;
Só para meu amor he sempre Maio.
 
Mas ver-vos para mim, Senhora, escassa,
E qu'essa ingratidão tudo me engeita,
Traz este meu amor sempre em desmaio.

Mas tudo isto começou com as cerejeiras em abril, o meu abril, e o texto do Armando Martins Janeira que contigo partilhei:


Caminhos da Terra Florida, Armando Martins Janeiro, 1953.

Mais tarde concluiremos o que os nossos olhos presenciaram no início da manhã, no início das tuas 40 voltas ao Sol (quarenta florações da cerejeira), o mmc, deixas o ítrio, entras no zircônio, a primeiras de muitas décadas "de entas" :)

Parabéns Robe
rta, linda nesse teu jeito irresistivelmente naïf, e não só, braba também (Cabo Verde connection... só nós dois é que entendemos ;)








Fotografada hoje de manhã (domingo, 15 de maio de 2016), a tua flor da cerejeira-do-Japão é «plantada» aqui como prometido. No final do dia 13, depois do nosso pôr do sol no Cabo da Roca, a que assistimos in extremis eram 20h41, do jantar e do regresso a casa, encontramos desfalecida a tua flor da cerejeira-do-Japão. Sem água e com o calor, tinha ficado sobre a mesa da cozinha, em cima da folha mensagem-convite-surpresa, metia dó. Colocaste-a numa caneca com água e... ressuscitou, como podem comprovar.

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Post scriptum
  • O teu marcador de livros, antes de concluído...




  • A árvore que foi à guerra, AQUI.

4 comentários:

  1. Meu querido Carlos, lindas sua homenagem e comemoração do aniversário de sua Amada Roberta. Sua sensibilidade me comove sempre. É através do amor de vocês que se compreendem. O amor de ressuscitou a flor da cerejeira

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  2. Hoje aqui no Brasil é comemorado, "sem comemorações" , o meu dia. O dia do Assistente Social. Mas com a crise brasileira.....
    Bjokas

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  3. AGRADEÇIMENTO A CARLOS MANSO
    Do sogro: Samuel C. Duarte

    Há pouco, estavas aqui, ao nosso lado,
    Vivendo a meninice com ardor,
    Brincando, com sorriso imaculado,
    Sem pensar, que um dia, a dor

    Da tua partida, deixaria dilacerado
    Meu coração de pai, mas sou
    Grato ao nobre português, o amado
    Que veio buscar-te, e a ti, se ofertou.

    Ao cavalheiro de outras terras,
    Da pátria mãe, que na serra
    Da Borborema te encontrou,

    Meu coração sincero, agradecido,
    O abraça com carinho, embevecido
    Por tão sincero e dedicado amor.

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