Dilecto [Prisciliano] sobretudo porque, nada ou quase nada se conhecendo a seu respeito, posso imaginar para ele e lho atribuir tudo quanto a mim me apeteceria ser e proclamar.
domingo, 15 de janeiro de 2023
Vida contemplativa...
domingo, 1 de janeiro de 2023
A espuma...
segunda-feira, 26 de setembro de 2022
Interposição.
domingo, 18 de setembro de 2022
Pele de papel.
Mar Egeu... foi pelo fim que os olhos pegaram, o título prometia, mas afinal era o número 8 de Os Melhores Romances de Aventuras, edição da Livraria Clássica Editora de 1934. De seguida índice, procurar o colofão [original inglês de Christine Campbell Thomson: The Incredible Island], impresso no Porto, duas a três páginas de leitura dispersa, voltei a colocar no topo da pilha.
Voltei a pegar...
A capa... a textura da capa: mar, pela sugestão do título, veios lenhosos, pela cor e forma, impressões digitais... remoinhos "vangoguianos". Em bom estado de conservação, consegui ler na contracapa:
PAULINO ENC.TRINDADE ??L I S B O A
Ha lojas que, embora não seja essa a sua especialidade, fazem mais negocio em livros do que no seu commercio, como são as tabacarias, kiosques, bengaleiros dos theatros e até á porta de algumas tabernas, como por exemplo, aquella da rua do Arsenal, onde um velho alfarrabista assenta os seus arraiaes, vendendo livros, juntamente com boquilhas, pentes e bujigangas diversas.
Depois, as encadernações chamam muito a attenção do transeunte. Num livro, pode o seu conteúdo não prestar, ser completamente falho de interesse, não conter litteratura; mas a presente-se com uma capa bonita, chic, e verá como desapparece do mercado e se exgotta a edição n'um instante.
O livro parece-se um pouco com aquellas mulheres que, embora não sejam bonitas, sabem vestir com elegancia, apresentando-se por essas ruas nuns requintes de distincção e desafiando os homens á conquista do supremo gozo, á illusão dos sentidos.
O livro é tambem uma illusão dos sentidos.
E, assim como a parte propriamente typographica d'um livro, depende bastante da impressão, isto é, do artista que o imprime, assim tambem estas duas dependem da outra parte annexa que se chama encadernação, e é n'ella que está realmente o desideratum da aceitação ou regeição da obra.

Assim...
terça-feira, 30 de agosto de 2022
Azulejos...
Tatuadas no corpo quatro frases; basta uma para acertar no concurso da TV. O namorado, noivo, futuro marido, não soube responder, sabe que existem. Provavelmente a namorada, noiva, futura esposa, fê-las para se "expressar", algo suficiente - ambíguo, se mostrar, mas o mais certo é "passarem" por tatuagens.
Bem vistas as coisa, é difícil sair do nosso centro de mundo, porque o é mesmo. Espelhos e ecos ajudam um pouco, mas o ecrã sai por baixo da testa, e na ressonância perdemos a noção da inconveniência. Nos extremos da alegria e da aflição é mais fácil encontrar um denominador comum, e compor o painel com lógica. Certo é desfilarmos a nossa "feira de vaidades", e então é fácil criar o perfeito painel desconexo. Bombardeamo-nos com restos regurgitados, e pactuamos com isso.
Talvez por isso estas imagens me sejam tão sedutoras...
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| No meu ecrã, por baixo da testa, Capela-mor do Convento da Madre de Deus de Xabregas de Lisboa. |
A decadência de um ser nunca é súbita.
É preparada de longa data por múltiplos abandonos.
segunda-feira, 22 de agosto de 2022
Férias...
domingo, 31 de julho de 2022
Englishness, talvez, mas não tanto...
Fotogramas do filme The Last Bus, que teimosamente continuo a memorizar como A Última Paragem, descortinam um certo palavreado que associo à ideia de Englishness, e expressões faciais de desconforto na proximidade e afastamento de propósitos: medem-se pensamentos?
Bem vistas as coisas temos o, nosso, improviso nacional e o deixa andar, mas no claustrofóbico cara a cara teria saído alguma palavra sobre o tempo.
Subtilezas.



























