quinta-feira, 1 de novembro de 2018

O outono prossegue...

no arco-íris...




nos ouriços...



Foto encenada por mim. Os ouriços estavam junto do ecoponto amarelo, perto de casa. Não picam tanto como parece, e o pormenor do "penacho" viçoso quase que os animaliza. Entretanto caíram mais :)


no "Pão por Deus"...


Pão por Deus,

Pão por Deus,
Saco cheio
Vamos com Deus.

Luz, formas e tempos, de ser e acontecer... amendoados.
Ao meu redor, esta semana.

Que se serve assim...
Na bancada, ou na mesa
O importante é dar pelo presente
Marca de essencialidade




Tributo a "aromas maduros de suaves outonos".

domingo, 30 de setembro de 2018

O Francisco.

O Francisco nasceu, amanhã fará um mês. O nome lhe deram, a escolha terá razão, ou razões de ser. Não me é nada, no entanto, tal como “Ser livre é ter o coração preso”, é nesta humanidade que todos nós somos vizinhos, mas neste caso em particular não é figurado, está ao nosso lado.

Neste ano presenciámos, na nossa vizinhança, as duas datas onde cada um encontra todos os dias que são seus, onde nos fazemos e consumimos. Aquela ideia da folha em branco que cada dia se preenche, e se vai juntando.

Miguel Baltazar, editor fotográfico do Negócios, fotografou assim o arquiteto Gonçalo Byrne:




Uma bela imagem do diário de cada um, e até a idade e a profissão do visado ajudam. O presente, fugaz ponto de partida, com "parede em branco" e porta de entrada para o que já se fez... plano e tridimensionalidade... divisão de tempos... o futuro está para onde se "olha". O Francisco neste momento tem o tempo plano: tudo o que existe está ao seu redor, a memória é o presente. Construções minhas, in-fólio.

Com o avolumar do tempo o que fica na memória são, normalmente, míticas reconstruções, que por vezes se cristalizam em "verdades", e assim nos explicamos a nós próprios, sem grande consciência disso. E há sempre momentos, por exemplo, no convívio social, em que vamos trocando de explicações míticas como quem discute a melhor tática de futebol [não gosto de futebol]. Ontem isso aconteceu nas Azenhas do Mar, mas são fugazes momentos, a que só prestei atenção depois de passados, e quando comecei a juntar os pedaços.

Há sempre a "tentação do oráculo", e o nome Francisco é grande pelo arrojo de quem o viveu, e lhe alterou o sentido. A consciência de que somos parte de um todo, que aspira e se ampara, que deve "pesar" apenas o estritamente essencial para viver, praticando a pedagogia do exemplo. NU!... profundamente poético na forma de ver e agir. Afinal é tudo tão simples como o "Pequeno Poema" do Sebastião da Gama:

Quando eu nasci,
ficou tudo como estava.

Nem homens cortaram veias,
nem o Sol escureceu,
nem houve Estrelas a mais...
Somente,
esquecida das dores
a minha Mãe sorriu e agradeceu.

Quando eu nasci,
não houve nada de novo
senão eu.

As nuvens não se espantaram,
não enlouqueceu ninguém...

Pra que o dia fosse enorme,
bastava
toda a ternura que olhava
nos olhos de minha Mãe...

[digitado por mim a partir do seu primeiro livro, Serra-Mãe, 6.ª edição, Edições Ática, novembro de 1991, página 109]

Francisco de Assis, pouco antes de se consumir, e já cego, entoou para os seu companheiros O Cântico das Criaturas ou O Cântico do Irmão Sol, que se encontra no livro que agora entregamos à guarda dos teus pais, a partir da página 21, numa tradução de Jorge de Sena. Este é o pretexto para celebrar o primeiro mês, e augurar uma nova vida plena.


Lindas ilustrações do Alberto Péssimo para esta obra, a começar pela capa. Claro texto do J. Alberto de Oliveira. A obra nos irmana.

Bem-vindo Francisco ao planeta Terra, iluminado pelo Sol, futuro Homem Bom.

Paz e Bem.

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domingo, 16 de setembro de 2018

Começar a VER.

A irmã mais nova que pintava a óleo, no meio de aguarelistas, e pouco mais, talvez o nariz arrebitado, ainda continuo na dúvida, denunciando uma menina rabina. Assim me apresentei na inauguração da exposição que lhe é dedicada, com ignorância e preconceito [normalmente andam juntas, e são comuns].

Fui logo presenteado, tal como outros visitantes, com uma letra do meu nome [já não havia cês]. São pequenos requintes de sensibilidade, a que se arriscam todos aqueles que visitam as exposições comissariadas pela Professora Sandra Leandro.




Noventa e cinco anos de vida [1901-1996],  no entanto a maioria das obras expostas é dos anos 20 e 30. Curiosamente, por não serem pinturas ou ilustrações, as obras mais recentes são arranjos emoldurados que datam dos anos 70 e 80: natureza-seca, natureza-morta, conchas e folhas, conchas com laço rosa, e a deslumbrante composição em vidro oval. Fiquei intrigado. Mais tarde, passarinhando pelo jardim, também faz parte do meu hábito de visita, tive a resposta nas páginas 21 e 49 do catálogo.



É de sua autoria a ilustração do cartaz «O trabalho dá alegria», que assinou,




talvez influenciada pelo que via nos trabalhos da sua irmã Raquel, mas é uma exceção, assim com este grafismo mais elaborado. Tinha dezasseis anos.




Por causa deste cartaz fui pousar os meus olhos na página 11 do catálogo, e encontrei o que não estava à espera, mas que procuro [pelo menos entender... é um retrocesso]: o frutificar da fé [ler páginas 9 a 11].

Labiríntica ontem, porque insistia na separação temporal contraposta, e não num fluxo temporal, em que apenas se fixa o referencial de partida, achei deliciosa a cartolina «O tempo das crianças: 24 horas na vida dos filhos», que hoje entendi.




O espaço da exposição, no piso inferior, tem uma "porta dos fundos", que felizmente estava aberta, pois dá para esta maravilha:





Talvez uma Plumbago auriculata “Alba”, que me faz recordar o comentário que ouvi sobre a sua maneira de ser, e que me leva a uma imagem de virtude. Começo a abrir os olhos para a obra da Màmía, mas vou precisar de ajuda. A exposição é o local certo.

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P.S. Jorge, hoje ficas estanhado, muitos parabéns, bem vindo a uma nova década :)
Fica também o convite para visitares a exposição, e ou participar em alguma atividade.

Há mais interessados?






A ilustração é da Màmía, e o texto também não poderia ser?







sexta-feira, 10 de agosto de 2018

NADA[S]_MEU[S]_0005_BÁRBARO DE MIM.


O relógio digital do autocarro expresso refletido no vidro da janela, de regresso a Lisboa [parti de Vila de Rei], marcava 21:28 [5 de agosto de 2018]. Pouca luz e máquina fotográfica limitada ditaram o resultado. Nos meus olhos pareceu mais interessante, ou seria uma forma de aliviar o tédio [não tinha luz suficiente para ler].


Hoje apetece-me esganar um poema
Cortar-me com palavras
Porque de facto
Não valho grande coisa
E persisto em continuar.

Se te dói porque não mudas?
Procura a cura!

E tudo é pretexto
Para esquecer
O que tens de fazer.

Se não fosse o dia de hoje
Não teria saído de mim
Esta barbaridade!

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Nasceu assim:





Hoje é dia de São Lourenço, e isso que interessa mártir?


Capela de São Lourenço nas Azenhas do Mar, no dia da procissão: 10 de agosto de 2018, dia de São Lourenço. Queria este lado, e naquele momento, com o que tinha, restou-me aceitar a luz que vinha.

À procura da luz..

domingo, 15 de julho de 2018

Conexões.

A conferência anual da CEI [Caretakers of the Environment International], subordinada ao tema "Let's Experience Nature", terminou ontem na Áustria. AQUI podemos ver o Gustavo a praticar tirolesa [zip-line].

O regresso é assegurado pelo João XXI [CS-TON], do mesmo ano e modelo do Fernão de Magalhães [CS-TOO].




Fotografia tirada por Max Hrusa a 22 de agosto de 2016, no Aeroporto Internacional de Viena [Vienna Schwechat - VIE]. Mais fotografias AQUI.

«Mas é precisamente devido à sua produção científica e, especialmente, a estas duas obras em particular – o Thesaurum pauperum e as Summulae logicales – que Pedro Hispano, o Papa João XXI, deve muito da sua celebridade posterior, sem o que não passaria de uma pequena nota de rodapé na História, não obstante o seu notável percurso eclesiástico, que lhe valeu a chegada ao lugar mais importante da Igreja Católica Romana. Em especial, foram as Summulae Logicales, que cercaram de larga fama o seu nome. A esse livro, aludiu Dante na Divina Comédia. E foi por causa desse livro, que o autor florentino reservou a João XXI um lugar no Paraíso.» AQUI

Não existe termo de comparação entre o viajar hoje, mesmo em termos marítimos, e as condições em que o fez Fernão de Magalhães. Incerteza máxima versus a nossa incerteza mínima, a omnipotência presumida e regateada com Deus. Parece que temos o mundo nas mãos, mas é o planeta Terra que nos tem em mãos. Por enquanto não temos alternativas, nem meios tecnológicos que nos permitam sobreviver fora dela. Metaforicamente a Gaia existe.

Stefan Zweig socorreu-se das informações e dos materiais históricos fornecidos pelo Visconde de Lagoa [João António Mascarenhas Júdice]. Ainda hoje a sua biografia "Fernão de Magalhãis – A sua vida e a sua obra, vol. I e II", editada no mesmo ano da biografia romanceada de Stefan Zweig [1938], continua a ser uma obra incontornável sobre o feito.

domingo, 8 de julho de 2018

Verbindungen.

Chama-se Fernão de Magalhães, é um A330-202, com o número de registo CS-TOO [CS é o prefixo aeronáutico para Portugal, o outro é CR, e as restantes letras a matrícula do avião].

Este domingo viajou para Viena, voltou a Lisboa, e foi para Nova Iorque. Vai cirandando pela Europa e pelas Américas.




 A fotografia foi tirada por Kiskockas a 28 de julho de 2017, no Aeroporto Internacional de Viena [Vienna Schwechat - VIE]. Mais fotografias AQUI.

"A biografia mais conhecida e, provavelmente a mais vendida", de Fernão de Magalhães, foi escrita pelo vienense Stefan Zweig. "Um caso único de tradução (directa) no mesmo ano da sua publicação original (1938) na editora vienense Reichner, e no mesmo ano da passagem de Zweig por Lisboa." AQUI 


8.ª edição de 1956. Aparada, provavelmente para obviar o trabalho de abrir uma a uma as muitas páginas fechadas [casadas] do livro, decorrentes do seu processo de fabrico [redução de custos?].
O livro tem uma nova tradução, e novo título, que respeita o original.

"A subtil influência que deu origem a este livro" [palavras suas na Introdução à obra] ocorreu a bordo do navio que o levava à América do Sul.


Stefan Zweig cruzando o Atlântico na sua primeira viagem ao Brasil, em 1936. AQUI

"Lembra-te tu, ó impaciente, lembra-te tu, ó insaciável, como tudo se passava antigamente! Compara por momentos esta viagem com as de outrora, sobretudo pensa naqueles aventureiros que descobriram estes mares portentosos, que descobriram o mundo para nós – e envergonha-te." [página 15, na Introdução]


Da direita para a esquerda: Stefan Zweig, João António Mascarenhas Júdice [4.º visconde de Lagoa e historiador, que o ajudou na preparação do livro] e Américo Fraga Lamares [editor da Livraria Civilização], na sua passagem por Lisboa em 1938. AQUI

Em 1938 Stefan Zweig esteve hospedado durante três semanas no Hotel Atlântico, no Monte Estoril. "Aproveitou a estadia para tentar convencer os governantes portugueses a usarem parte de Angola para a criação de um Estado judaico." AQUI

O meu pai tinha-me falado vagamente sobre o assunto, e fiquei surpreso ao encontrar esta informação, mais ainda por envolver Stefan Zweig. Averiguei e encontrei a resposta [AQUI, página 10]:

O seu biógrafo brasileiro Alberto Dines, que o conheceu e conviveu com ele, defende na biografia Morte no Paraíso (Dines 2005 na 1ª edição portuguesa, o original brasileiro é de 1981, 3ª ed. brasileira 2002) que Zweig tinha querido sondar junto de Salazar as possibilidades de Angola vir a acolher os judeus fugidos a Hitler, mas o ditador não o recebeu, apesar da mediação da comunidade judaica. Acrescente-se, porém, que Zweig tinha outros contactos com figuras do regime que o ajudaram na passagem da sua primeira mulher Friderike von Winternitz por Portugal a caminho do exílio americano.

"Da estância estância balnear do Estoril, Zweig escreveu duas cartas aos seus amigos Joseph Roth e a Siegmund Freud, convidando-os para passarem um «intermezzo meridional» nesse «local tranquilo da Riviera» portuguesa." AQUI

Stefan Zweig cresceu na "cultura de café vienense", que vem desde o final do século XIX, e chega até aos nossos dias com a sua inclusão, em 2011 [no mesmo ano do Fado], na Lista do Património Imate
rial da Humanidade [UNESCO]. Neles se aprende o "Vive e deixa viver".

"Para compreender isto é preciso saber que o café vienense era uma instituição de características únicas, não havendo no mundo nada que se lhe possa comparar. Trata-se, na realidade, de uma espécie de clube democrático, acessível a qualquer um pelo módico preço de uma chávena de café, e onde o cliente, em troca deste pequeno óbolo, pode ficar sentado horas seguidas, discutindo, escrevendo, jogando às cartas, recebendo a sua correspondência e, sobretudo, consumindo um número incontável de jornais e revistas. Em qualquer bom café vienense estavam disponíveis todos os jornais da cidade, mas não só, também os de todo o Império alemão, juntamente com os franceses, os ingleses, os italianos e os americanos, além de um conjunto de importantes revistas literárias e artísticas de todo o mundo"

in "O Mundo de Ontem", Stefan Zweig, Assírio & Alvim, 2.ª edição, reimpressa em agosto de 2015, página 61.

No final da II Guerra Mundial, Stefan Zweig foi um dos que sucumbiu, quando parecia que o nazismo estava para ficar, vieram para Portugal, entre 1947 e 1958, mais de 5500 crianças austríacasA região do Médio Tejo acolheu 100 crianças, assim distribuídas: 26 em Abrantes, 21 em Ourém, 15 em Torres Novas, 11 em Tomar, 9 em Mação, 9 na Sertã, 4 em Vila de Rei e 1 em Ferreira do Zêzere. O meu pai ainda se recorda de as ver em Cardigos, eram crianças como eleNo recente Nº 31 da revista Zahara encontra-se um artigo sobre as crianças que vieram para Mação [ainda não consegui a revista]. Entretanto a doutoranda Ana Regina Pinho prossegue o seu trabalho sobre estas crianças [AQUI]. Em 2005 foi publicado um livro com testemunhos destas crianças [vem a caminho].


Imagem retirada daqui.

Conexões!... Verbindungen!...

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domingo, 1 de julho de 2018

À pala [de]...

Foi este domingo, a entrada não é paga, e porque Palla [Victor] é um dos arquitetos do livro [o outro é o Costa Martins]. E aqui arquitetos é em sentido literal e figurado, tal como a exposição e o seu título: «Lisboa 'Cidade Triste e Alegre': Arquitetura de um Livro». Está no Museu de Lisboa [Palácio Pimenta] até 16 de setembro de 2018.

Arquitetado e concretizado, coube ao tempo dar-lhe o estatuto de livro de culto sobre Lisboa: o "poema gráfico".




«É o que costuma acontecer com os livros de culto – que não são bem o mesmo que livros raros. O livro raro é quase impossível de encontrar, está a um passo de estar perdido, mas pode não valer nada. O livro de culto, pelo contrário, está em todo o lado mas não se lhe pode tocar. Tantaliza. Não pela escassez mas, porque, apesar de estar em todo o lado, insiste em escapar-se.
[...] limitamonos a participar de um processo coletivo e constante de recuperação, um formigar de interesses, de instituições, de eventos, de palestras, de exposições, que alimentam o livro e o mantêm vivo, atualizando o seu significado para novos contextos.
[...] é um livro moderno porque acumula esses sentidos: é um passeio disperso por um espaço urbano pobre, provinciano, rural, que se torna moderno porque dois arquitetos fotógrafos o olharam e registaram esse olhar de maneira moderna, sob a forma de um livro que acarinha o próprio ato de ser folheado.
[...] o índice é a parte mais linear, onde os autores constroem uma narrativa documental quase literária a pretexto de fornecer os dados técnicos e o contexto por trás de cada uma das imagens. É um índice que se lê para um livro que se vê.
[...] Cada fascículo era precedido e acompanhado de notas explicando o processo, o livro, seduzindo os leitores para o processo. Até o material incluído em cada fascículo era selecionado de maneira a que o leitor pudesse ir lendo o livro aos poucos. Ou seja, havia também um modo periódico de o ler, concebido para desaparecer no momento em que os fascículos se tornavam num livro.
[...] Era também um exemplo da economia modernista: a partir de um conjunto limitado de peças, módulos, e da sua disposição engendrava-se um repertório aparentemente ilimitado de leituras, de usos.»

in "Outra vez te releio", Mário Moura. Catálogo da Exposição [páginas 147 a 152].


Montagem minha, a partir da digitalização da capa e da lombada do catálogo da exposição, em virtude de exceder a área do meu scanner. Na lombada a palavra arquitetura está na grafia anterior ao AO. Provavelmente uma gralha.

Alguns dos meus momentos de apropriação. Dúvidas e pensamentos desconexos que estas "legendas" ajudaram a por um pouco de ordem. O lento método de tentativa e erro de um autodidata. 


A técnica não é senão o instrumento...
Halo de poeira cuprosa assinalando as mãos, foi o que também vi.


... a simples atitude selectiva e a escolha consequente são já factores que começam por negar o acaso.


Assisti ainda, quase na totalidade [mais de 30' de um total de 44'], ao documentário 'Lisboa, Cidade Triste e Alegre' de Luís Camanho, 2005.


Saída da sala onde podemos ler o texto do José Rodrigues Miguéis, encomendado para a obra,  qual friso cronológico... deslumbrante. Texto completo AQUI, de leitura imprescindível.


Estou a "ler o livro aos poucos", através da reedição da primeira versão do livro em fascículos, que o Jornal Público entretanto lançou. [Reduzida 15% lineares nas dimensões da edição original por decisão contratual da maioria dos Herdeiros dos Autores.]


Montagem minha, a partir da digitalização separada dos fascículos. Por vezes o scanner funciona como uma quase máquina fotográfica.

"Bato a pala" a tudo isto, e é para voltar.