domingo, 14 de fevereiro de 2016

O «sexo dos anjos».

Voltando aos mapas do meu post anterior, destaco quatro, os meus preferidos, o porquê da sua escolha.


A surpresa não é o lado para onde tomba o reprimido, mas saber que o outro lado também é reprimido. Afinal não é só o sul.






Não damos por isso mas fazemos uma grande barulheira. (Re)vejam esta cena do filme Amarcord do Fellini, hilariante, somos nós.




A minha discordância, só quem não nos conhece não conhece o desenrascanço nacional. O mapa correto é assim...



Lentamente caminhamos para o comer andando, mas por enquanto fica a constatação de um salutar hábito.



Mas tudo isto não passa de inutilidades, a exemplo da discussão sobre o «sexo dos anjos» aquando da Queda de Constantinopla.

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P.S. Já estou a preparar a minha visita à «The Tall Ships Races Lisboa 2016». AQUI está a minha folha de escolhas: a verde navios prioritários a visitar, a sublinhado navios com alguma especificidade, a amarelo o significado do nome do navio. AQUI.

domingo, 7 de fevereiro de 2016

O «Receitas» abalou.

Era tema recorrente de conversa, sempre que se encontravam, em jeito de aviso e conselho amigo: «o primo Abel está a deixar-se engordar», «está mais gordo», «tenha cuidado e não se deixe engordar», «olhe que está a ficar mais gordo», ao que se seguiam alguns conselhos para obviar e inverter tal situação.

Não sei se por irritação ou graça, um pouco das duas, ou outra razão que não alcanço, o Abel resolveu batizar o primo com uma alcunha: «Receitas», «O Receitas».

Foi alcunha que ficou só entre nós (Lourdes, Paulo, Elias, Laura, Carlos, Manuela, Maria Elvira, Lurdes e José Maria), nunca a revelou ao primo, nem a outros familiares.

Esta semana o primo abalou (ver palavra abalar no Dicionário de Regionalismos e Arcaísmos (DRA) | José Leite de Vasconcelos), o Abel está com Alzheimer, será que ainda se recorda do «Receitas»?, e dou comigo a relembrar tudo isto ao som dos Baile Popular, música «20 ou 30» («cada qual tem o seu jeito, de mostrar o seu respeito, ao primeiro que abalou»).

 É o desfilar implacável do tempo à minha frente, com os seus avisos, o que está ao meu alcance para o obviar, reescrevendo o meu fim a cada dia, e alcançar um fim mais feliz. Foi nesta linha de pensamento que partilhei convosco, Paulo, Manuela e Roberta, no velório do primo Ricardo, o meu entusiasmo pelo livro «Ser Mortal», e a referência que fiz ao prefácio do neurocirurgião João Lobo Antunes, que termina assim: Este livro sobre o qual escrevi estas palavras ficará na minha Biblioteca, esperando que um dia alguém o leve… como jóia.

Também vos falei do artigo da revista National Geographic (Paulo, tens aqui uma surpresa para ti) de janeiro de 2016, «Eis o seu cérebro ao ar livre» (O poder da natureza), o aporte que a natureza pode dar à nossa saúde mental, a juntar aos fatores rendimento, formação e emprego. O problema é que esquecemos, e o tempo passa, e não é a moda ou o pontual que faz a diferença, mas a constância de uma inquietude saudável, num corpo ativo e leve, que vai desfrutando a vida, com sabedoria, no equilíbrio... e a alegria surge... não é fácil, é sempre tempo de mudar, mas quanto mais tempo passar mais difícil o mudar, e conseguir contrariar o lastro de desequilíbrio acumulado. Por vezes é preciso «atirar borda fora».

E foi assim o fim de um dia, do fim de alguém, espelho do fim ou o fim no espelho... e como será enfrentar o fim?

«Últimas palavras» e «Mais «últimas palavras»» títulos de dois artigos do Eugénio Lisboa na Revista Ler, maio de 2015 e verão de 2015, respetivamente. O fim no «sopro» da palavra, passado à letra, com uma certa leveza e descontração, patética talvez, mas que já por inumeras vezes tinha pensado abordar e apresentar. A pretexto do momento aqui ficam os dois artigos (o melhor será imprimir e ler).




Acrescento as minhas últimas palavras: agora vou saber se tu existes.

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P.S.

  • Gostei tanto destes mapas (agradeço ao Osvaldo a sua descoberta) que resolvi incluí-los todos numa folha, para imprimir e colar na parede. São o que são, estereótipos, que todos nós entendemos.



domingo, 31 de janeiro de 2016

Que se caixote.

January 25, 2016. (Giuseppe Lami/ANSA via AP) AQUI

Parece o armazém de uma loja de eletrodomésticos, talvez frigoríficos, com um elemento decorativo kitsch do lado esquerdo (coluna), e um estranho penacho no cimo de uma das caixas... na minha imaginação seria a extremidade da cauda de um leão. Mas tudo não passa de equívocos, devaneios.

(AP Photo/Gregorio Borgia) AQUI

Afinal não estamos num armazém, mas num museu, por sinal um dos mais importantes de Roma (Musei Capitolini), que desconhecia... e como me dói a minha ignorância. Dentro das caixas, que não são caixas, não estão frigoríficos, mas duas esculturas que agora se revelam.

O video que encontram AQUI permitiu-me fazer a sua identificação. À esquerda o «velho pastor», à direita o «fauno com cesto de uvas» (afinal não são os pelos da cauda de um leão).

Apreciando melhor o «velho pastor»...

Fotos de Luca Cerabona AQUI


e o «fauno com cesto de uvas»...


Foto de Sailko AQUI

fica a dúvida de tamanha ocultação. Talvez um pouco de luz, crua...


Cartoon de Cecigian AQUI


Cartoon de Elchicotriste AQUI

A «música» está no ar... um reparo: o verde das notas por azul e o $ por €.


Foto de Gregorio Borgia/Associated Press AQUI
A estátua equestre de Marco Aurélio (reproduzida na face da moeda italiana de 50 cêntimosescapou ao encaixotamento. Presumo que a genitália do cavalo esteja exposta, e a perspetiva se preste à contemplação, detalhada.

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P.S.

domingo, 24 de janeiro de 2016

Aterfolhas.

Isto não assusta,
porque um dia
vai voltar...
a ter folhas.

This does not scare,
because one day
will return...
to have leaves.


Ramos de lódão fotografados e manipulados por mim no computador. A árvore encontra-se no início da Rua das Pedralvas (Lisboa).
Ontem no Ramalhão (Sintra).

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P.S. Marcelo Rebelo de Sousa, obviamente...




Final de dia (20 ou 21 de janeiro), chuvoso, passando de carro no Ramalhão, em direção a Lisboa, olhando fugazmente para uma árvore despida de folhas, vieram-me ao pensamento as palavras do início. O toque surreal "aterfolhas" surgiu hoje, na brincadeira.

domingo, 17 de janeiro de 2016

O (im)previsto na «joyeuse entrée».

Final e início de ano fadado em Cascais, certamente no Cabo da Roca a começar um novo ciclo, e depois o disfrutar da vila sem pressa ou plano de maior. Nas malas o costume, na minha o «Guia Breve do Museu-Biblioteca do Conde de Castro Guimarães», dois livros de Stefan Zweig, e alguns artigos relacionados. Tinha descoberto a sua passagem pelo Hotel Atlântico (Monte Estoril), e queria saber onde ficava... deambulando, lendo, conversando.

No ano passado tinha descoberto (puro acaso), enquanto vagueavamos calmamente pela vila, a casa onde viveu algum tempo Mircea Eliade. O acaso este ano não estava nos planos, mas foi o que aconteceu. Não estive no Hotel Atlântico, nem li Stefan Zweig, acabei, acabamos, por descobrir Nicolás Muller e a Beatriz Manteigas.

Certa a passagem pelo Cabo da Roca, final de tarde, cheio de vida, não muito agreste, assim...


Olhando para sul, olhando para norte, um pouco à frente do...

Dia seguinte, Museu Condes de Castro Guimarães e Centro Cultural de Cascais, novamente o imprevisto no previsto. Premeditado o regresso a casa do Guia Breve do Museu (1952), e a visita à Exposição de Nicolás Muller no Centro Cultural, que desconheciamos por completo.

O que não estava nos planos foi a descoberta das quatro pedras epigráficas nos quatro vértices do claustro, à entrada do museu, sem autor, em quatro línguas diferentes, e que depois vim a descobrir serem de D. João Manuel, Alexander Pope, William Shakespeare e Pedro Calderon de la Barca, pela ordem em que as fui encontrando.



Entretanto aconteceu conversa com os funcionários do museu, e o Guia teve de «esperar» pacientemente, só depois percorreu as salas que estavam acessiveis, e foi feita a confrontação entre o que estava escrito e o que se tinha para ver. Por exemplo, faltavam ferragens no contador indo-português (móvel) e o «biombo chinez» apareceu noutro local, quando já dávamos como certo o seu «desaparecimento».



No Centro Cultural de Cascais as obras-primas do Nicolás Muller surpreenderam, e era o que esperava.



Mas surpresa mesmo foi os trabalhos da Beatriz Manteigas. Se a primeira exposição era, à partida, do meu interesse (Nicolás), a segunda (Beatriz) despertou logo a curiosidade da Roberta, e acabou por ser uma agradável surpresa para todos. Acabámos a andar (literalmente) a escolher qual a nossa preferida... para a frente e para trás, volta e não volta, mais de perto ou mais de longe...


A vitrine com os vários materiais de trabalho da Beatriz é simplesmente deliciosa... tanta coisa... apontamentos, desenhos, documentos, fotografias, material de pintura, a sua dissertação... pedaços da vida que passou, pedaços da Beatriz. É ao mesmo tempo comovente e fascinante, como crianças a olhar para um baú.



Esse dia terminou com «A Rapariga Dinamarquesa», quase de forma imprevista.

O fim do início do ano levou-nos à Coleção Masaveu no MNAA. Mais uma vez o previsto vai dar lugar ao imprevisto, na forma de desconhecido, certamente por ignorância minha, e que se traduz na descoberta de um grande nome da pintura espanhola: Joaquín Sorolla... Xoakin Soroya é a forma de pronunciar (a grafia é minha e não respeita as regras da IPA). É um dos quatro grande nomes destacados no cartaz da exposição, mas não dei por ele. O que não se conhece ignora-se. Só dei por ele quando fiquei em frente dos seus quadros. Foi o princípo de uma grande curiosidade, que ainda continua, e que estou a cultivar, ao ponto de olhar para Espanha com outros olhos. Posso dizer que Sorolla resgatou a minha curiosidade sobre Espanha, se é que alguma vez a tive verdadeiramente.

Parte do que vi de Sorolla...


A família de Rafael Errázuriz Urmeneta (1905) - Sorolla
Nadadores (Jávea) (1905) - Sorolla
O regresso da pesca (1908) - Sorolla
Vista de Toledo (1912) - Sorolla

São imagens do catálogo, que comprei uma semana depois, meramente ilustrativas e orientadoras, que requerem a leitura do texto que as acompanha, e o meu regresso ao MNAA para as contemplar, todas. Aqui o tamanho é igual, na realidade são muito diferentes. Esta última é a responsável pelo resgate que referi anteriormente.

Tudo isto é muito pouco para se ter uma ideia do trabalho, da importância, da vida de Sorolla. Ficam aqui sugestões de descoberta:

Mas a visita ao MNAA (Museu Nacional de Arte Antiga) começou assim...


Calvário (C. 1460-1465) - Joan Reixach

com o «sentido patético dos gestos contidos de dor». Cada um de nós deambulava, encontrava, chamava o outro, partilhava uma opinião. Gustavo ficou muito interessado nas naturezas-mortas.


Natureza-morta com objetos de ourivesaria (1624) - Juan Bautista de Espinosa

Esta, bem diferente, foi alvo da sua curiosidade. Mas Roberta também, a seguinte é a sua preferida...


Natureza-morta com flores e frutos (C. 1668) - Juan de Arellano

mas também o rosto, o olhar desta escultura... olha para os olhos...


São Diogo de Alcalá (1652-1658) - Pedro de Mena y Medrano

chamando a minha atenção. Outro quadro que junta preferências, eu e Gustavo...


Mercado de Valência (1901) - Santiago Rusiñol

ou o seguinte que o fascinou...


Paisagem de primavera (Anfiteatro) (1911) - Santiago Rusiñol

ou o seguinte, em que nos juntámos os três a ver o que aqui não dá para ver...


A Sagrada Família com São Joaquim e Santa Ana (1768) - Luis Egidio Meléndez

a cor sobre uma superfície imaculada... a cor, mas que cor... azul, amarelo, vermelho...

Leigos viemos... vimos e sentimos, alguma coisa de leigo cada um perdeu, o estar perto do belo nos enterneceu, nos provocou. No meu caso ficou um imenso desejo de descobrir mais, por isso senti a necessidade de comprar o catálogo, começar a ler, e voltar.

Ainda houve tempo de saltitar por duas obras e uma exposição...




e visitar o «SEQUEIRA NO LUGAR CERTO».

E foi assim o nosso imprevisto no previsto, que nos proporcionou uma entrada feliz (joyeuse entrée) no novo ano; diferente de «Joyeuse Entrée», subtilezas!

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P.S. O cabeçalho do blogue tem por base um excerto do quadro Malvarrosa de Sorolla, a letra é a P22Monet Impressionist. Monet que disse de Sorolla: o pintor da luz acima de todos os outros.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

Minimalista_minimalist.


Fonte_sourcehttps://www.ncdc.noaa.gov/sotc/global/201511

Fonte_sourcehttps://pt.wikipedia.org/wiki/Ant%C3%ADpoda

Fonte_sourcehttp://www.littlethings.com/driving-style-personality-quiz/

Fonte_sourcehttp://www.tsf.pt/programa/sinais/emissao/sinais-d-maria-ii-4952096.html

Fonte_sourcehttp://www.askphilosophers.org/topics


(está a passar na RTP neste momento, 11h52 1JAN2016
on air now, January 1, 2016, 11:52 AM, public broadcasting 




O ontem que se projeta no hoje. Uma mão cheia de... sejam curiosos.
Yesterday projected on today. A handful of... be curious.

domingo, 20 de dezembro de 2015

Luxúria... um forte desejo de CO2 e CH4 no Natal.

Não é fácil contrariar o desejo de consumir, de ter, especialmente quando à nossa volta tudo nos convoca, e provoca, para a orgia. Mas há que resistir, encontrar prazer onde menos se espera, prazeres tricotados na mente com a matéria dos sentidos, que nos libertam do peso de existir, do tempo que parece acelerar, do vazio que sempre teima em se instalar, numa aproximação infinitésimal da vida quotidiana: menos tempo, menos tempo, mais insatisfeito, mais insatisfeito, mais e mais, que resulta em menos e menos. Não precisar de tanto liberta-nos.

A face visivel destes desenganos são os padrões de consumo, e a forma como são produzidos esses bens. Hábitos que se instalaram, conforto no desperdício, segurança imaginada: o alimento perto e abundante, com embalagens giras, as engenhocas que nos fazem sentir senhores dos nossos destinos, e todos os dias há coisas novas, e assim vai crescendo a economia, rapidamente esgotando os recursos, reduzindo o nosso espaço de manobra.

É impossivel estar sempre a crescer, olhem para vós... estão sempre a crescer?... E quanto mais se crescer, assim, mais perto chegamos ao fim, e mais doloroso o ajustamento futuro. O futuro vai-nos cair em cima. Neste momento já não é nada fácil, por exemplo, se reduzir o número de presentes que irei comprar este Natal, se viajar menos, se comer menos (e esta é uma época de excessos), certamente estarei a contribuir para reduzir as emissões de dióxido de carbono (CO2) e metano (CH4), os principais gases com efeito estufa (falta um terceiro que é o vapor de água), mas também estarei a contribuir para um abrandamento da atividade económica, mais despedimentos, perda de rendimento, dificuldades em cumprir compromissos assumidos. E quando não se pode fazer o que todos fazem, fica-se mal.

É uma teia de compromissos, de bugigangas, de tempo que se esgota, uma bola de neve que vai aumentando e acelerando, a que se pode juntar uma avalanche: as emissões de gases com efeito estufa estão a provocar o aumento da temperatura, provocando o degelo, que por sua vez pode desencadear a libertação de grandes quantidades de metano acumulado no permafrost, com efeito multiplicador sobre esse mesmo efeito de estufa, o que pode provocar alterações drásticas e repentinas no clima (é um risco real). Nos oceanos não é apenas a subida do nível do mar, que é já um problema, mas as alterações nas correntes oceânicas, o grande motor de distribuição de calor à escala global. Neste momento as alterações climáticas já estão a acontecer, e é fácil de perceber porquê: olhem para a vossa futura da eletricidade, e confirmem os quilogramas de CO2 que lançaram para a atmosfera no mês passado, só por esta via, mas falta o resto (viagens, alimentação, conforto térmico...). Quantos quilogramas produziam os vossos avós?

As condições favoráveis em que prosperamos estão a desaparecer rapidamente, ameaçando o nosso futuro. Não vamos lá só com a "neutralidade" e com o "assim que possível", devemos explorar todas as vias, a nível individual e coletivo, tecnológicas e de comportamento, aqui não existem fronteiras nem crescimento que nos valham.

Fazer diferente e começar já, ser a diferença. Vai ser difícil, muito difícil, olhem à vossa volta, a começar pela forma como ocupamos o espaço, como cresceram as nossas cidades, movimentos de pessoas e trocas comerciais, por onde passam as estradas, espaços de grande concentração que exigem um grande vaivém diário, no caso de Lisboa a perda de grandes áreas agrícolas que foram cobertas de betão, o produzir e consumir local desapareceu. É fácil desperdiçar centenas de quilómetros numa semana só nestes percursos ineficientes. A generalização rápida de meios individuais de locomoção elétrica, com as restrições de autonomia que este tipo de veículo tem, iria certamente induzir novos comportamentos.

Diversificação e complementaridade de novas formas de energia, com destaque para as renováveis, mas também de novas fontes alimentares, e da composição da nossa dieta alimentar, do combate ao desperdício e ao supérfluo, e tudo isto desemboca em novos hábitos de consumo.

Uma economia baseada no crescer e no vaivém não é sustentável. Mais do mesmo não é caminho, é abismo.

Cultive dentro de si, e exteriorize, a FRUGALIDADE e a CRIATIVIDADE... no seu dia a dia, na sua vida, e sinta-se feliz, com menos CO2 e CH4 :)

Foi assim que encontrei a minha árvore de Natal para este ano. A ideia surgiu no domingo passado (13), em frente de minha casa. Estar atento, desperto para os pequenos prazeres, no meu caso as árvores, tenho outros pequenos prazeres... diversificar, complementar... e bastou ajeitar com o pé direito, em forma triangular, o amontoado de folhas dispersas pelo asfalto... no meio delas destacava-se um linda folha... ficou a estrela. Um leve vento criou um adorável imprevisto na hora de fotografar, e ficou assim...





Depois foi trabalhar em casa a fotografia eleita, e ficou assim...






A primeira para imprimir, e ou enviar por email, a segunda é o meu papel de parede no computador... o asfalto virou céu estrelado... na noite de Natal vamos ter lua cheia. A última vez foi em 1977, a seguite, depois desta, será em 2034 (é como estará a Terra e todos nós?)

FELIZ NATAL a todos vós, do fundo do coração... PAZ e BEM.
MERRY CHRISTMAS to all of you, from the bottom of my heart... PEACE and ALL GOOD.