sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

Minimalista_minimalist.


Fonte_sourcehttps://www.ncdc.noaa.gov/sotc/global/201511

Fonte_sourcehttps://pt.wikipedia.org/wiki/Ant%C3%ADpoda

Fonte_sourcehttp://www.littlethings.com/driving-style-personality-quiz/

Fonte_sourcehttp://www.tsf.pt/programa/sinais/emissao/sinais-d-maria-ii-4952096.html

Fonte_sourcehttp://www.askphilosophers.org/topics


(está a passar na RTP neste momento, 11h52 1JAN2016
on air now, January 1, 2016, 11:52 AM, public broadcasting 




O ontem que se projeta no hoje. Uma mão cheia de... sejam curiosos.
Yesterday projected on today. A handful of... be curious.

domingo, 20 de dezembro de 2015

Luxúria... um forte desejo de CO2 e CH4 no Natal.

Não é fácil contrariar o desejo de consumir, de ter, especialmente quando à nossa volta tudo nos convoca, e provoca, para a orgia. Mas há que resistir, encontrar prazer onde menos se espera, prazeres tricotados na mente com a matéria dos sentidos, que nos libertam do peso de existir, do tempo que parece acelerar, do vazio que sempre teima em se instalar, numa aproximação infinitésimal da vida quotidiana: menos tempo, menos tempo, mais insatisfeito, mais insatisfeito, mais e mais, que resulta em menos e menos. Não precisar de tanto liberta-nos.

A face visivel destes desenganos são os padrões de consumo, e a forma como são produzidos esses bens. Hábitos que se instalaram, conforto no desperdício, segurança imaginada: o alimento perto e abundante, com embalagens giras, as engenhocas que nos fazem sentir senhores dos nossos destinos, e todos os dias há coisas novas, e assim vai crescendo a economia, rapidamente esgotando os recursos, reduzindo o nosso espaço de manobra.

É impossivel estar sempre a crescer, olhem para vós... estão sempre a crescer?... E quanto mais se crescer, assim, mais perto chegamos ao fim, e mais doloroso o ajustamento futuro. O futuro vai-nos cair em cima. Neste momento já não é nada fácil, por exemplo, se reduzir o número de presentes que irei comprar este Natal, se viajar menos, se comer menos (e esta é uma época de excessos), certamente estarei a contribuir para reduzir as emissões de dióxido de carbono (CO2) e metano (CH4), os principais gases com efeito estufa (falta um terceiro que é o vapor de água), mas também estarei a contribuir para um abrandamento da atividade económica, mais despedimentos, perda de rendimento, dificuldades em cumprir compromissos assumidos. E quando não se pode fazer o que todos fazem, fica-se mal.

É uma teia de compromissos, de bugigangas, de tempo que se esgota, uma bola de neve que vai aumentando e acelerando, a que se pode juntar uma avalanche: as emissões de gases com efeito estufa estão a provocar o aumento da temperatura, provocando o degelo, que por sua vez pode desencadear a libertação de grandes quantidades de metano acumulado no permafrost, com efeito multiplicador sobre esse mesmo efeito de estufa, o que pode provocar alterações drásticas e repentinas no clima (é um risco real). Nos oceanos não é apenas a subida do nível do mar, que é já um problema, mas as alterações nas correntes oceânicas, o grande motor de distribuição de calor à escala global. Neste momento as alterações climáticas já estão a acontecer, e é fácil de perceber porquê: olhem para a vossa futura da eletricidade, e confirmem os quilogramas de CO2 que lançaram para a atmosfera no mês passado, só por esta via, mas falta o resto (viagens, alimentação, conforto térmico...). Quantos quilogramas produziam os vossos avós?

As condições favoráveis em que prosperamos estão a desaparecer rapidamente, ameaçando o nosso futuro. Não vamos lá só com a "neutralidade" e com o "assim que possível", devemos explorar todas as vias, a nível individual e coletivo, tecnológicas e de comportamento, aqui não existem fronteiras nem crescimento que nos valham.

Fazer diferente e começar já, ser a diferença. Vai ser difícil, muito difícil, olhem à vossa volta, a começar pela forma como ocupamos o espaço, como cresceram as nossas cidades, movimentos de pessoas e trocas comerciais, por onde passam as estradas, espaços de grande concentração que exigem um grande vaivém diário, no caso de Lisboa a perda de grandes áreas agrícolas que foram cobertas de betão, o produzir e consumir local desapareceu. É fácil desperdiçar centenas de quilómetros numa semana só nestes percursos ineficientes. A generalização rápida de meios individuais de locomoção elétrica, com as restrições de autonomia que este tipo de veículo tem, iria certamente induzir novos comportamentos.

Diversificação e complementaridade de novas formas de energia, com destaque para as renováveis, mas também de novas fontes alimentares, e da composição da nossa dieta alimentar, do combate ao desperdício e ao supérfluo, e tudo isto desemboca em novos hábitos de consumo.

Uma economia baseada no crescer e no vaivém não é sustentável. Mais do mesmo não é caminho, é abismo.

Cultive dentro de si, e exteriorize, a FRUGALIDADE e a CRIATIVIDADE... no seu dia a dia, na sua vida, e sinta-se feliz, com menos CO2 e CH4 :)

Foi assim que encontrei a minha árvore de Natal para este ano. A ideia surgiu no domingo passado (13), em frente de minha casa. Estar atento, desperto para os pequenos prazeres, no meu caso as árvores, tenho outros pequenos prazeres... diversificar, complementar... e bastou ajeitar com o pé direito, em forma triangular, o amontoado de folhas dispersas pelo asfalto... no meio delas destacava-se um linda folha... ficou a estrela. Um leve vento criou um adorável imprevisto na hora de fotografar, e ficou assim...





Depois foi trabalhar em casa a fotografia eleita, e ficou assim...






A primeira para imprimir, e ou enviar por email, a segunda é o meu papel de parede no computador... o asfalto virou céu estrelado... na noite de Natal vamos ter lua cheia. A última vez foi em 1977, a seguite, depois desta, será em 2034 (é como estará a Terra e todos nós?)

FELIZ NATAL a todos vós, do fundo do coração... PAZ e BEM.
MERRY CHRISTMAS to all of you, from the bottom of my heart... PEACE and ALL GOOD.

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Momiji...

... os tons de fogo e dourados que o outono pinta nas folhas dos plátanos. Semana após semana o novembro vai nos oferecendo este espetáculo de cor, a que se junta o movimento, em certos dias de vento. Podemos então observar espirais, mais ou menos conseguidas, de coloridas folhas dançantes, ou o crepitar pelo chão seco, quando o vento se espraia ao longo de um passeio empredado, atapetado de folhas encarquilhadas, férreas e térreas, fábricas de energia que cumpriram a sua missão... nesses fugazes momentos vale a pena fechar os olhos e ficar a escutar... uma sugestão AQUI (plátanos, castanheiros, e tílias no fim da rua), num sábado de manhã, antes das 9h, para evitar a poluição sonora, o apinhar de gente e carros.

É preciso estar atento, tudo isto se vai afinando, a cor e os sons, de uma semana para outra pode-se ganhar em cor, perder no movimento, ou vice-versa, mas depois de passado o ponto certo já não há regresso, só no próximo outono. Tudo isto se vai gastando, e já perto do inverno resta o cavername arbóreo, no caso dos plátanos ficam então expostas as desumanas podas de que são vitimas... varelas espetadas num tronco cheio de tumescências... castrados.

Foto do outono passado (13DEZ2014)

Podemos ir mais além nos sentidos, juntar o paladar e o olfato, fritando e comendo as folhas secas de momiji, como fazem os japoneses, a tempura (fritura) de momiji. Quanto ao sabor só fazendo, podem encontrar a receita AQUI. A técnica da tempura foi introduzida pelos jesuitas portugueses no Japão, com origem em Goa?... resumindo, peixinhos da horta à japonesa :)

Montagem feita com fotos tiradas DAQUI.

Foto do outono passado (22NOV2014)

Para terminar, foto deste outono, mas que revela mais uma surpresa. A árvore é um diospireiro descendente de um que sobreviveu à bomba atómica lançada sobre Nagasaki (Revive Time: Kaki Tree Project). As cores do outono e da esperança.

Foto deste outono (21NOV2015)

Esta árvore encontra-se à entrada do MU.SA - Museu das Artes de Sintra, do lado esquerdo de quem sobe a escadaria de acesso. Não tem qualquer identificação. Soube da sua existência ao ler este ARTIGO.

Resta o mais importante... vens do ródio, vais para o paládio, mais uma volta ao Sol que completas hoje. Muitos parabéns mana :) Esta mensagem foi escrita a pensar em ti e para ti :)

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P.S.




domingo, 22 de novembro de 2015

Ascensão de Maria.

Não foi no dia 14 de novembro de 2015, nem nos dias seguintes, que aconteceu a ascensão de Maria, mas ao longo de uma vida, longa de tudo, coerente na palavra e ação, e na ação na palavra, uma relação biunívoca com a vida, que começou no dia 20 de maio de 1916.

Tudo junto, e cultivado, sem pretenção de maior que não tenha sido o caminho da virtude, podemos hoje dizer, e aproveitando a coincidência das palavras do seu nome com o percurso da sua vida, longeva e resistente como o carvalho, uma pequena pedra de valor (Pedrina), firme e inabalável (Rocha), que cumpriu a sua parte em vida.


As memórias de vó Maria em livro, escritas por ela.

É assim vó Maria, nas palavras que nos deixa, com aquela simplicidade que se basta a si mesmo, sem complicações ou pretensões, direta, quando escreve: apesar de tudo, sou feliz e estou convicta do dever cumprido.


Vó Maria em oração, que se nos oferece...






... Roberta estou oferecendo esta oraçaos com lembrança da vó não estou obrigando a rezar. Só quero dizer que a oração é a fortaleza da nossa existencia. É onde se encontra a paz. Não que agente só tenha paz mas se vier algo que desanime agente tem de olhar para o crucifico de Cristo como ele morreu




Vó Maria sapeca...


Vó Maria bordadeira...



A sua alegria e fé é para mim é um duplo mistério. Não a sua fé em particular, nem a sua ligação com a alegria, e como ela articulou ambas, mas a fé no geral, e aquele mistério de acordar todos os dias alegre, com aquela sensação de ter uma folha em branco para escrever, e sem a angustia de a preencher. Não a ligação entre ambas, que certamente existirá, mas de onde vem a fé?... será um recurso de sobrevivência?... e especialmente a forma como espraiava a alegria, não ostensiva, com uma certa constância e naturalidade, e não foi certamente porque a vida fosse fácil.

É a forma como passamos pelas dificuldades da vida, como as ultrapassamos e o que fica delas: as cicatrizes, os medos, o fechar sobre si mesmo, a desconfiança e a inveja, tudo o que nos torna mesquinhos e amargos, ou pelo oposto, a reagir no excesso quando se tem, ou se promove aquilo que se não teve, e que na abundância, leia-se excesso, se julga encontrar... a felicidade.

É um equilíbrio delicado que a sorte de cada um dita, o destino como se diz, mas também, e muito, a resiliência de cada um, que também se constrói no meio do caos, quer da abundância, quer da escassez. Não é a mesma coisa ter ou não ter um braço, certamente isso altera o curso da vida, fica mais difícil, mas se ficar amargo, fechado, mais dificil ainda fica. Por vezes são esses choque que nos abrem os olhos, e nos fazem superar a nós mesmo, por vezes nem damos por isso, carregamos o fardo... andamos entre o sucumbir e o progredir.

Completou 99 voltas ao Sol, chegou ao elemento químico Einstênio, no dia de... e tantas outras coisas, mas o que importa, e é supreendente, é que são 99 voltas de coerência, é obra. Testemunho dado, dever cumprido.

A...deus vó Maria.

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P.S.
A Solidão dos Moribundos, de Norbert Elias;
Ser Mortal, de Atul Gawande.

domingo, 8 de novembro de 2015

Cinco já passaram.

Tudo gira em torno da temperatura... a do carro, a do corpo, a da Terra... se ela dá sinais de aumentar algo não está bem, é preciso perceber o que está a acontecer e atuar, não deixar chegar ao limite das consequências, irreversíveis ou não.


Onde estão as fronteiras?

Somos cada vez mais, mas com tendência para abrandar, moldados pela evolução cultural, que se vai sobrepondo à biológica. O bem-estar definido e materializado a Ocidente, que usa muitos recursos, de forma cada vez mais eficiente, mas que gasta muitos recursos, transmutados nos mais variados consumos crescentes, efetivados e ambicionados (a oriente e a sul).

Feitas as "contas", e elas já foram feitas em 1972 (The Limits to Growth), e olhando novamente para elas (A Comparison of `The Limits to Growth` with Thirty Years of Reality), dá para perceber que não estamos numa trajetória sustentável. Os recursos que não chegam, a temperatura que aumenta, um novo equilíbrio que se "desenha", e que nos pode ser desfavorável, e não temos outro lugar para onde ir, e como ir. A ameaça é tanto maior quanto maior é a nossa dependência: total, não conseguimos sobreviver fora da Terra.

As alterações climáticas estão a acontecer.

Cinco reequilíbrios já passaram.



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P.S.




domingo, 25 de outubro de 2015

O boreal-austral que virou marcador de livros.

O protótipo nasceu de um hábito, que vai acontecendo de segunda a sexta, na fronteira da página de um jornal, que para mim se resume tão somente à leitura do Blog: observações pertinentes do quotidiano, em que me revejo e alinho, ou simplesmente nem tinha pensado, as andanças pela literatura, o que não conheço, muito, o prazer da descoberta. A fonte de ignição no meu rastilho da curiosidade, e autor do Blog, chama-se Francisco José Viegas (FJV). Está no local mais improvável, exposto a centenas de milhares de olhos, que desconfio, ou será preconceito meu, não o leem.

Mas vamos ao protótipo, nasceu a 21 de setembro de 2015, data do Blog do FJV que fala de râguebi e termina assim:
O râguebi, ao contrário de outros jogos com bola, privilegia a honestidade e a estratégia, além da força – não da violência. É mais literário do que o futebol; um ensaio de râguebi é como meio volume do ‘Guerra e Paz’.
Gostei, e pensei logo em dar a ler a um jovem que em breve iria fazer 13 anos. Recortei e digitalizei o artigo (há vários anos que coleciono os seus artigos), mas olhando para a sua forma retangular lembrou-me um marcador de livros... e porque não o fazer?... e foi assim que surgiram...



Consoante a dimensão do retângulo este é dobrado ou não. Por exemplo, o marcador do meio não foi dobrado, os outros dois sim (ver fotos acima: frente com fundo preto e verso com fundo branco). Nem todos os artigos do FJV dão origem a marcadores de livros. O critério é o meu gosto e impressão no momento.

São vários e únicos, com tendência para aumentar, que irei colecionar e oferecer, escolhendo o que mais se adequa ao livro que estou a ler, ou irei oferecer.

Gosto particularmente do terceiro (Para que serve a literatura?), para além do que está escrito traz-me à memória o Rubens Borba de MoraesPara que servem livros antigos?... Para que serve a poesia?...




O protótipo foi oferecido com este livro ao jovem que fez 13 anos a 25 de setembro.




Custo da plastificação: 0,60€. Gostei tanto que continuo, é o meu "café" quase diário, o café que não bebo. Está para breve uma nova referência: João Pereira Coutinho, o primeiro marcador de livros será com Democracias burgessas, uma pérola este trocadilho ;)

Para terminar, o boreal-austral, que também poderia ser setentrional-meridional, fica mais enrolado na língua, mas é mais giro no étimo, refere-se ao FJV. É esta a ideia que tenho dele, desde os tempos da Avenida Brasil, série de que foi co-autor e apresentador, que passou na RTP no ano da comemoração dos 500 anos da descoberta do Brasil. Vejo e sinto no FJV o norte e o sul, antropologicamente falando. Mais a norte nuns temas, mais a sul noutros, por exemplo: nascido alto, de tez morena, liberal politicamente incorreto, molhado de melancolia... estamos próximos. Fiquei tão contente quando soube da sua nomeação para Secretário de Estado da Cultura. Eram tempos de mudança.


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P.S.

Adrian Frutiger 1928-2015 (A fonte utilizada no cabeçalho do blogue é a Frutiger LT Std 95 Ultra Black, em homenagem a Adrian Frutiger recentemente falecido.)


domingo, 4 de outubro de 2015

Dá-me o obséquio dos teus masseteres.

Bem poderia ser o Rogério a pronunciar esta frase na sala de aula, num misto de vaidade e provocação. Previamente tinha procurado e escolhido as palavras no dicionário. Lembrei-me dele, a nossa (quantos éramos?) ida à Livraria Ferin, e a sua desenvoltura no alto de um escadote, e o livro que desceu.

Lembras-te do Celestino?... imbativel no Pac-Man, o chegar atrasado à aula, desculpando-me com a compra de uma carga para a esferográfica (a papelaria ficava perto do salão de jogos). A professora Emília ria, e chegou a comentar com a minha irmã o meu "gasto de tinta". A tua passagem pela turma do gang do Gama, certamente alguns deles já não estarão vivos, a "coleção" de lâmpadas, e na minha turma as brincadeiras do Celestino com o professor de Filosofia, o célebre letreiro que lhe colou nas costas (sou p...).

Mas vou parar por aqui este princípio de turbilhão desordenado, estou a escrever à medida que recordo, e o que recordo certamente se passou, mas não é tudo, nem é tudo como se passou, e pouco interessará à maioria dos que me irão ler, pois são estórias da adolescência, iguais ou não a tantas outras, as nossas "teenadas". Foi por essa palavra, inventada por ti Paulo, que resolvi dar continuação à mensagem anterior, e voltar ao tema da adolescência, mas agora para todos.

A "Viagem errática e fim de Pierre Bonchamps - A tragédia de Filipe Daudet", texto de Stefan Zweig, que está no seu livro "A marcha do tempo". Aqui vos deixo, pronto a imprimir e ler, um mistério, talvez sem mistério nenhum, que se repete.









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P.S.

BRANCO NO PRETO. AQUI.

As citações vão passar a andar por aqui: tinta no papel (preto no branco), luz do conhecimento (branco no preto), quem escreveu, onde, para pensar