domingo, 8 de março de 2015

A tasty book about type, not a flat wor(l)d.




On the day the book arrived, flipping through the book, was a visual orgy, so many fonts, illustrations, colors, and the smell of new book... inky ;)

A little confused?... no, it was enough to start reading and was flowing. The english is straight, I am portuguese native speaker, put the concepts into place, start watching what not see, systematize/organize, and discover new frontiers. I am a non professional user of fonts, which began to wake up to them in the late 80's, when I started to work with computers. It was love at first sight, which still remains.

To me, the book's core is chapter 9, everything revolves around it, and makes it a partner of reference, which will always be next to the Portuguese Dictionary. The chapters are short and concise, with practical examples (Type Safari is a must). The challenging and updated notes sharpened my curiosity.

Only started understanding the book title starting the chapter 11 (the word taster did not appeal to the sense of sight), and surprisingly, or not, the book ends with a back to basics: eat and talk about fonts, after all fonts are part of our lives. 


Worked pages of my book (underlined, annotated and scribbled with pencil 5B).

A book that is not "serious", but it is to take seriously.

Inky, chunky, vivid, juicy and eureka!... my five senses about the book, in order of arrival, since first contact: smell, touch, sight, taste and hearing (my joy in the enlightenment).

Congratulations Sarah.

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P.S. 
How interacting better with fontsBuy the book :)

Wake up & smell the fonts | Sarah Hyndman | TEDxBedford



sábado, 28 de fevereiro de 2015

A insatisfação de Grey.

Traduz-se num rating de 4,2 na IMDB, provavelmente porque os espectadores estariam à espera de mais, há erotismo, não há pornografia, o que se compreende num filme para M/16. Livro e filme são patamares diferentes. Tudo o resto é banal, com os clichés adaptados à estética do nosso tempo. A banda sonora é muito agradável (destaco 15, 5, 12, 1, 3, 11, 7 e 16).

Temos o contraste da beleza virginal, naïf, explendorosamente nua, não é preciso inventar mais nada, e a busca do prazer, numa insatisfação permanente: mais e mais... não chega, vamos pela dor e submissão. Como comer pastéis de nata e não ficar satisfeito, e querer prolongar o prazer... e voltar a comer, e voltar a comer, até à exaustão, depois vomitar, para poder comer mais... é um pouco a insatisfação do nosso tempo, o prazer na simplicidade que se perdeu. Não se escreve melhor só porque se tem um MacBook, e ele aparece no filme, ou se comunica melhor só porque se tem um iPhone, também não se é mais feliz só porque se tem uma overdose de prazer. Se estás insatisfeito procura primeiro dentro de ti porque estás assim, e acrescento, procura pela simplicidade, no fluir do tempo, sem pressa ou excessos, porque a vida é breve. Paradoxal?

Para que os limites possam ser superados, a dor para além da dor, na busca insana do prazer, cria-se o artifício "amarelo" e "vermelho" (têm de ver o filme para perceber), em que ardilosamente se dá ao outro o poder de controlar o seu próprio limite, e assim se superar, que é o objetivo de quem verdadeiramente controla, ir além do limite, é como ir ao supermercado e levar a lista de compras, pensando que só iremos comprar o que lá está, o que nunca acontece.

Por acaso/coincidência tinha lido/relido o texto de Ingrid Bloser Martins sobre Wenceslau de Moraes e Armando Martins Janeira, que tem muito a ver com a forma como fiz a leitura do filme.

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P.S.1.

Senti falta do Notepad (estou a pensar no editor de texto) comandado pelo meu cérebro, no qual os meus pensamentos fossem escritos e no final guardados no computador (ainda está por inventar), sem ter de me levantar de madrugada e sentir o desconforto do frio à medida que o corpo arrefece. No impasse, levanto, não levanto, um turbilhão de ideias me ocorrem sobre o filme, mas já passaram, fiquei no quentinho. O que ficou e ruminei está aqui, por isso gostei do filme. A insatisfação faz falta, mas não a de Grey.

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P.S.2.

EXPLÍCITO

Eu estou dentro de ti
Tu estás dentro de mim
É tudo...
E é tão bom...

Nasceu assim.

domingo, 8 de fevereiro de 2015

Democracia, crescimento e... vacas.

Delegamos o poder em alguém, uma escolha feita, a maior parte das vezes de forma inconsciente, como quem preenche um boletim de Totoloto, ou escolha clubística, que não se muda, e normalmente o resultado sai caro. É uma demissão-omissão, com tiques paternalistas (o estado tem de cuidar de nós), praticada por muitos, alguns até se acham progressistas.

A democracia incensa o eleito, cobre todas as suas incompetências, e assegura por si só o bem estar material (ideia falaciosa). Se alguma coisa correr mal assume-se a responsabilidade política, pode até demite-se, e no fim fica tudo bem, para o eleito. Só que a incompetência e as asneiras, partindo do pressuposto de que não existem seres mal-intencionados, normalmente tem custos em termos de recursos desperdiçados, e sempre aparece uma conta para pagar. É aqui que entra o crescimento.

Crescer, criar riqueza, é fácil, como se fosse possível isso acontecer de um momento para o outro, e sem limites. Não só nada pode crescer de forma indefinida neste mundo finito (há limites ao crescimento), como leva tempo, por isso é melhor pensar duas vezes antes de começar a delapidar recursos.

Primeiro desperdiça-se, depois aplica-se o penso rápido do crescimento, e voltar ao início. Só que não é assim, o mundo real ai está para o relembrar... atrasar.

Supondo que temos uma manada de vacas leiteiras, e que deixamos morrer algumas por nossa incúria, para repor a capacidade de leite entretanto perdida não basta dizer vamos criar mais vacas, porque o que se perdeu leva tempo a repor. Até que isso aconteça vai haver menos leite, alguns não dão por isso, mas a maioria vai ter menos, ou nada. É o tempo das vacas magras.

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P.S.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Economia...

de recursos, de competências, de necessidade.
Foi este cartão que apareceu na entrada do prédio onde moro. Alguém o deixou em lugar visível, no cimo das nossas caixas de correio. Um único cartão, improvisado, reciclado, publicitando um serviço.

Será António o primeiro nome?
Termina com "Guarde Por Favor".
Cruzado atabalhoadamente no verso, o que não interessa.



E guardei.
O António faz pela vida.
Naïf, limitado?... tem vontade.

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P.S. Guilhas, passas a ser, oficialmente, um teenager. Deixas o magnésio, entras no alumínio, e já está, mais uma volta ao Sol que se completa :)

"Filosofias" neste tempo, e nos que se seguem, pouco importam, é como contemplar a garota de Ipanema, está tudo lá, e está tudo dito :)
Atitude rapaz, atitude :)

domingo, 25 de janeiro de 2015

Cliché.

Casa de Santa Maria e farol de Santa Marta em Cascais.

É mais uma, do mesmo lugar e enquadramento, mas eu gosto... melancólico fim de dia, no início do ano, de farol aceso e maré vazante, que acende a imaginação... um barco ao longe, minúsculo ponto de luz, o farol a pulsar, e dentro da casa quem estará?... contrabandistas, fantasmas que o não são, mistérios que se acabam por resolver. Tudo isto é Cinco, The Famous Five, série televisiva que marcou a minha infância, e me acompanha sempre, e aflora sempre que a "maré" se propícia, como aqui neste lugar.
Neste momento é o meu fundo do ambiente de trabalho (centrado e fundo de cor preta, mas também podem esticar).






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P.S.



NÃO É NADA...

Tira-lhe a ambição,
Junta-lhe conformismo, muito
Desces um degrau, acomoda-te
Estás mal, mas sobrevives
Alguma coisinha para alimentar o ego, um livro talvez
Vaidade não tens, é pena, sabes também faz falta
Pensas que não tens inveja?... escuta as tuas lamúrias.

Olha a tua cara ao espelho
Olha o espelho das tuas mãos
Olha-te de frente!

Tudo somado
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NÃO ÉS NADA!

Há sempre alguém que está pior do que tu
Recaída, voltamos ao início...

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P.S. 23/1/2015 Fhetvh ab qrfrfcreb qn rfcren, radhnagb nthneqnin b pneertne qnf cátvanf ahz pbzchgnqbe qrpeécvgb. Aãb graub qvaurveb cnen pbzcene bhgeb. Vfgb é b dhr zr erfgn qb zrh nofheqb qváevb.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

O que se me oferece...

O caminho, vidas cruzadas e o arco da meta da vida.

De mãos gretadas, cheias de nada
Por vezes encontro um arco-íris,
E tenho a pretensão de passar por baixo dele.
É pouco contentamento por uma vida
Ilusão que se arrasta e pode levar ao abismo.
Como se ganha a vida?

17/1/2015 A caminho de Lisboa. O sinal fechou. Enquanto esperava observava o mastigar animalesco, numa figura jovem e ambigua (ele ou ela não sei), cheia de piercings. A figura redonda ao volante (será a mãe?) mexia-se atafulhada de roupa, olhando para o sinal, tudo emoldurado num carro decrépito, compunha o soberbo retrato suburbano.
Rascunhado nas costas da "Canção de Amor" do Eliot, que estou a ler pela primeira vez. Não tem nada a ver, mas era o papel que estava à mão.

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P.S. Há um círculo preto no cabeçalho, de abismo e medo. A vida é uma luta, a começar pelo corpo que constantemente tem de se renovar, de se manter organizado, para que a vida flua.
É fácil o caminho da vitimização, de alguém pensar por vós, de vos dizer o que têm de fazer, de vos dar os meios e as ideias, ficando apenas por vossa conta o fanatismo acéfalo de martires sanguinários.
Liberdade e tolerância são um compromisso exigente, escolhas que se fazem, riscos que se correm, o eu que se assume plenamente, na contrariedade, nos erros, nas coisas boas da vida... evoluindo. Assim se chegou ao Ocidente.

Clarificando conceitos:

Nota:  Prefiro os artigos da Wikipédia em inglês por estarem mais completos.