ou o espaço das nuvens que passam, ou quase poesia. Isso existe?... [quase] nada. Dádiva desinteressada e desapossada, o que faço aqui é de minha autoria, salvo indicação em contrário. O que me ocupa?
Com quarenta e cinco electrões acabas de chegar ao ródio. Vens do ruténio, e eu estou na prata, tudo metais de transição :) É como a vida... em transição.
Gosto particularmente da flor da esteva, alva, com aspeto de papel amarrotado, centro solar, à volta do qual gravitam as cinco chagas de Cristo (sempre achei o número 5 bonito), orvalhada então fica perfeita. A beleza silvestre. Falta o cheiro, esse não é da flor, mas das folhas resinosas da esteva em dias de calor. Consegues relembrar?
Esta é para ti :)
Muito parabéns mana, são 45 volta ao Sol, na irmandade :)
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P.S. "Um Mundo Infestado de Demónios" do Carl Sagan, ou "O Significado de Tudo" do Feynman, qual foi o que atiraste ao chão e lhe saltaste com os pés em cima?... já não me recordo, mas foi engraçado. Entre irmãos também existem picardias, esta foi sobre astrologia, se não me engano. Admito que fui mauzinho :)
Não é a do Teodorico Raposo, é a minha, memorável lembrança do fugaz tempo e da minha desesperança (há sempre que acreditar). Tudo é possível, tudo passa. Vinte e oito anos durou, já passaram vinte e cinco desde que acabou. Cada vez mais um ponto na reta do tempo.
Dos acontecimentos mundiais que vivi este continua a ser o primeiro, o que me toca (o combate aos totalitarismos), aquele que supunha "eterno" (no meu tempo de vida). Mas que confrangedora desesperança, aprendi a lição.
Com o tempo (de vida) ganhamos tridimensionalidade. Nascemos num plano (temporal), onde estão todos os que nos cercam, em que tudo está a acontecer, agora (não há estórias e história a depositar), o espaço é o que nos envolve, e está lá. Enquanto jovens não nos apercebemos que, lentamente (dia a dia), vamos ganhando profundidade. Cada dia é uma folha de papel em branco, pronta a usar, que vai juntando.
Na fase de existência plana tudo é presente, ou pelo menos a profundidade do passado passa despercebida. Estão todos lá, vivos, os familiares, os amigos e conhecidos, o espaço não se altera, o mundo não se altera (nem damos por ele). Os acontecimentos presentes ofuscam, não existe passado, ou se existe está perto, é o domínio do plano.
Com o tempo (de vida) as páginas do nosso livro vão aumentando, a tridimensionalidade vai-se sobrepondo/impondo, perdemos/ganhamos pessoas, coisas, movimentamo-nos nesse espaço (de memória e físico). Passa a existir termo de comparação, o balanço do deve e haver, um certo desfrutar que nos é oferecido, basta estar atento. Por exemplo, as estações do ano, durante muito tempo só existia verão, só o verão contava, agora não vejo, não sinto, não penso assim. Estão as quatro presentes, continuo a gostar do verão, mas a doce primavera descendente (outono), ou a ascendente primavera, moldam o meu relevo temporal, e fazem as minhas delícias. Definitivamente o inverno é que continua na mesma (mesma opinião), mas há sinais de mudança no ar (no meu ar, que dá que pensar :) É a tridimensionalidade ;) Está a pensar num "sinónimo"?
O casal do meio veio ao encontro do primeiro, na minha memória, e pesquisando cheguei ao seu autor: Leal da Câmara (o terceiro casal).
O primeiro é um painel de azulejo no Arneiro dos Marinheiros (freguesia de São João das Lampas e Terrugem, concelho de Sintra, a caminho do Magoito), o segundo aparece no cartaz que anuncia a Feira das Mercês deste ano, o terceiro é a fonte, que encontrei na seguinte exposição:
que me deu a conhecer Fernando Rau. Por vezes uma página quase em branco tem muito que se lhe diga, é o caso: TEXTO E DIRECÇÃO GRÁFICA DE FERNANDO RAU. O Rau não me era estranho (historiadora Virgínia Rau), o "resto" foi uma agradável surpresa :)
Mais um caminho em aberto. Entretanto na minha memória a seguinte imagem fez "eco"
Barraca na Feira das Mercês (Leal da Câmara, 1947)
com a seguinte. Culturas e tempos diferentes, mas a mesma necessidade.
Casamento de camponeses (Pieter Bruegel, o Velho, c. 1565)
Pelo meio ficaram 145 volumes, cuja lista completa, com número de edições e total da tiragem, pode consultar aqui.
Bem curiosa é a forma como o último volume veio parar ás nossas mãos (eu e Gustavinho). Foi por sua insistência que comprei, por 1€, o último volume desta coleção (no momento não me apercebi do facto), sobre "O Submarino", seu interesse, mas que considerei desinteressante por estar desatualizado, e mesmo sendo barato iria ocupar espaço lá em casa (um alto custo).
Depois da compra, e enquanto caminhávamos, inspecionei o livro e descobri o que acabo de partilhar convosco (as duas imagens imediatamente anteriores - LER). Ficámos os dois muito contentes :) Mais ainda porque tínhamos o primeiro volume da coleção em casa. Também descobrimos no mesmo vendedor um volume que reunia os números 139 (100.000 Porquês - Uma Viagem à Roda da Casa) e 142/143 (O Embalsamamento Egípcio), aqui houve concordância imediata e plena na compra: valor (1€), temas, e principalmente no autor do último, Rómulo de Carvalho. Descobrimos mais tarde que o autor dos 100.000 Porquês é também o autor do volume que tínhamos em casa, o primeiro da Biblioteca Cosmos (“O Homem e o Livro”, do engenheiro soviético e divulgador científico M. Iline, pseudónimo de Ilya Marshak).
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P.S. Pode não parecer, mas o autor deste blogue em menino queria ser cientista, o que não aconteceu. Recordo os programas que vi na TV, primeiro do professor António Manuel Baptista, e mais tarde a série Cosmos do Carl Sagan.
Que encanto descobrir e entender o mundo, sem demónios ou outras forças ocultas, sem medos, beleza no pensamento, pura poesia, pode parecer um paradoxo, mas não é. É mais fácil encontrar homens de ciência com interesse nas artes do que o inverso (a começar pela "urticária" que a matemática provoca em certos espíritos, e o desdém pelo quantificar). O avanço no conhecimento científico é assombroso, os seus frutos traduzidos em tecnologia são palpáveis, mas o cidadão comum continua parado no tempo, preso a preconceitos, a dogmas. Em ciência tudo é livre, não existem eminências pardas, predestinados, iluminados, o que se sabe, o que se pensa que se sabe, tudo tem o teste final na experimentação, ao alcance de todos e em qualquer lugar. Espíritos iluminados caem por terra... bendita e bela gravidade :) E o pôr do sol continua igualmente belo, e a vida continua a ser um "milagre" :)
Uma "pen" é como uma mala ou secretária, e como tal espelho do seu utilizador, na organização e interesses, e ou obrigações. Até aqui nada de especial ou original, apenas uma banal constatação de quem não tem mais nada que fazer.
Mesmo assim quero partilhar convosco o que anda numa das minhas "pens" (no ativo só tenho outra), sem censura, pois tenho por mim certo o ensinamento de Epicuro: faz tudo como se estivesses a ser contemplado. Mais do que um imperativo de consciência, é uma regra que facilita a vida e nos deixa libertos para tudo, ou seja um imperativo de ordem prática. Parece paradoxo?...
E como fazer a listagem (só pastas para abreviar) do que está na "pen", com simplicidade, usando o mínimo de recursos?... fazendo um pipe do tree para o clipboard, na linha de comandos, assim:
e colar o resultado aqui (dois ficheiros estão disponíveis, e estão relacionados com o dia de hoje, não parece mas estão)...
Listagem do caminho da pasta do volume KINGSTON O número de série do volume é 00000200 B102:C0E9 F:. ├───Private │ └───10281e17 ├───__DOCS CARLOS │ ├───A Casa Unifamiliar Burguesa na Arquitectura Portuguesa │ ├───Albert Kahn (Les Archives de la Planète) │ ├───Albânia │ ├───Alemanha │ ├───ALFAIA AGRÍCOLA PORTUGUESA │ ├───Algarve │ ├───Antropologia e O Voo do Arado │ ├───Aquilino Ribeiro │ ├───Arco do Triunfo da Rua Augusta │ ├───Armação de Pera (invasão de melgas) │ ├───Arqueologia industrial marcas e patentes │ ├───Arquitetos Franceses em Portugal │ ├───Arthur Rubinstein │ ├───AS GEORGICAS DE VERGILIO (livro alfarrabista 1870) │ ├───Aula Magna │ ├───Bandeirantes e Pioneiros (Vianna Moog) │ ├───Brasil │ ├───Cadernos Pedro de Santarém │ ├───Casa de Abrantes │ ├───Casa de Megaípe (Megaype) │ ├───Casas Praia das Maçãs e Azenhas do Mar │ │ └───A Casa Unifamiliar Burguesa na Arquitectura Portuguesa │ ├───Celtas │ ├───Centro de Portugal │ ├───Centro Geodésico de Portugal │ ├───Chalet Relógio (Sintra) │ ├───Cher Ami (pombo WWI) │ ├───Codex e A filha do Capitão (JRS) │ ├───Cuca Roseta │ ├───D. Leonor de Austria, 3.ª mulher de elrei D. Manuel │ ├───D. Pedro V e D. Estefânia │ ├───Discursos de Winston Churchill │ ├───Dom Quixote │ │ └───Ilustradores de Quixote │ ├───DRAVE - A Aldeia Mágica │ ├───EL CONGO DEL REY LEOPOLDO II │ ├───Eric Fischl (pintor) │ ├───Escócia │ │ ├───MP3 │ │ │ ├───30 Great Scottish Bands And Artists │ │ │ ├───Alba │ │ │ ├───Best Of Jimmy Shand │ │ │ ├───Colloquial Scottish Gaelic │ │ │ ├───Mendelssohn Scottish Symphony, Beethoven Symphony No. 1 (FLAC)(CD Rip) │ │ │ ├───Rough Guide To Scottish Folk (2010) [flac] │ │ │ │ └───Bonus Disc - Maggie MacInnes - Bhon Chridhe (From The Heart) [flac] │ │ │ ├───Saor Patrol...The Stomp (Scottish Pipes and Drums Untamed)(2010)[FLAC] │ │ │ └───The King's Scottish Band - The Bluebells of Scotland │ │ └───Revista Volta ao Mundo (Nº 120 - OUT2004) │ │ └───Fotos sem transformação │ ├───FERNANDO PESSOA & OFÉLIA QUEIROZ - Correspondência amorosa completa │ ├───Flatford Mill (Scene on a Navigable River) - John Constable (painted in 1816) │ ├───Fotos Gustavo (para documentos) │ ├───Frei Agostinho da Cruz │ ├───Gustave Courbet - L'Origine du monde │ ├───Gutenberg Statue (Mainz, Germany) │ ├───Hayek (O Caminho da Servidão) │ ├───HIPPOtrip │ ├───How to Lie with Statistics │ │ └───COMO MENTIR COM ESTATÍSTICAS │ ├───IGESPAR │ │ ├───Exposição 100 Anos de Património │ │ ├───Flyers │ │ ├───Revista Estudos Património │ │ └───Revista Portuguesa de Arqueologia │ ├───Inna Shevchenko & FEMEN │ ├───J. E. 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Isto já não se usa, mas dá sempre jeito, não é assim Jorge (e Teresa)?... foi muito bom reencontra-te ontem no Alegro. Um amigo é sempre um amigo, no espaço e no tempo. Ver-te e começar a falar, feliz por te reencontrar, era só o que importava.