sábado, 17 de maio de 2014

Ascensão...


Enquanto espero a abertura do sinal luminoso... elevo-me no olhar e no espírito... fico feliz com este deslumbramento de simplicidade em pleno maio.

----------------------------------
P.S. É uma foto georreferenciada, pode descobrir onde a tirei com a ajuda do Geotag.

terça-feira, 13 de maio de 2014

Urbi et orbi...

Espalhar aos quatro ventos o nosso recato,
O longe que se faz perto,
O calor que refresca,
O que é, o que existe, o que é impossível...
Só tu sabes que é para ti. Sabes?

Isto requer um golpe de asa,
Mas falta-me o engenho.

Emprestai-me uma flor, silvestre,

Flor de esteva.


ou poema que nos toque,



para o nosso cancioneiro...

Largo do Espirito Santo, 2 - 2º

Nem mais, nem menos: tudo tal e qual
o sonho desmedido que mantinhas.
Só não sonharas estas andorinhas
que temos no beiral.

E moramos num largo... E o nome lindo
que o nosso largo tem!
Com isto não contáramos também.
(Éramos dois sonhando e exigindo).

Da nossa casa o Alentejo é verde.
É atirar os olhos: São searas,
são olivais, são hortas... E pensaras
que haviam nossos de ter sede!

E o pão da nossa mesa! E o pucarinho
que nos dá de beber!... E os mil desenhos
da nossa loiça: flores, peixes castanhos,
dois pássaros cantando sobre um ninho...

E o nosso quarto? Agora podes dar-me
teu corpo sem receio ou amargura.
Olha como a Senhora da moldura
sorri à nossa alma e à nossa carne.

Em tudo, ó Companheira,
a nossa casa é bem a nossa casa.
Até nas flores. Até no azinho em brasa
que geme na lareira.

Deus quis. E nós ao sonho erguemos muros,
rasguei janelas eu e tu bordaste
as cortinas. Depois, ó flor na haste,
foi colher-te e ficamos ambos puros.

Puros, Amor - e à espera.
E serenos. Também a nossa casa.
(Há de bater-lhe à porta com a asa
um anjo de sangue e carne verdadeira.

Sebastião da Gama, in "Pelo sonho é que vamos"

----------------------------------
P.S. São trinta e oito voltas ao Sol :)

domingo, 11 de maio de 2014

Je ne suis pas pour le fini. Je suis pour l'infini...

A frase foi dita pelo escultor francês Auguste Préault, a propósito do seu baixo-relevo Massacre.


De arrebatar dor...

Não conhecia o escultor, nem a sua obra, tropecei hoje nesta imagem enquanto consultava a História da Arte do Janson, 2.ª edição.

Fica o comentário à obra que aparece no livro.



----------------------------------
P.S. A partilha das imagens dos meus livros, o sublinhar, o dar a conhecer, são uma das essências deste blogue, não estão aqui por acaso, ou preguiça :) Mas foi por acaso que esta mensagem hoje aconteceu :)
De dor, mas sem dor.

Igreja de Nossa Senhora do Amparo de Benfica.

Vem esta mensagem a propósito de uma observação do meu amigo Osvaldo, sobre a dimensão da igreja e a importância do local, que ao tempo seria arrabalde de Lisboa.

Eis aqui a informação que recolhi, a começar pela gravura da igreja e lavadeira na Ribeira de Alcântara, e o folheto da comemoração dos 200 anos que te prometi.



A gravura está disponível no blogue Lisboa Desaparecida, da olisipógrafa Marina Tavares Dias, e a notícia original na Hemeroteca Digital (Archivo Pittoresco, Tomo VI, 1863, N.º 14), ou aqui (PDF de melhor qualidade).







Mais informações, com alguma sobreposição, nos seguintes endereços:

Paróquia de Nossa Senhora do Amparo de Benfica
Wikipédia
Blogue Retalhos de Bem-fica

Caro Osvaldo, podemos assim afirmar que existe uma correlação :)
Lindas quintas, de gente importante, com igreja condizente (sem ironia).

domingo, 4 de maio de 2014

Autorretrato...

AUTORRETRATO


Aqui (no meu blog) tudo conta, todos os pormenores, tudo mesmo...
Uma porta com janela... Janus...

Este está na minha lista dos 10+... tudo aqui é delicioso, a começar pelo título,

e no interior, vem mesmo a propósito..

----------------------------------
P.S. Onde fica?... Queluz, perto do palácio.

Colo, regaço, vida...

Dar a vida,
No teu regaço,
Trazer ao colo.

É a cara da nossa mãe, mana, esta é a surpresa de que te falei ontem :)


Extraído do livro "O Rasto do Fundador"
Não te esqueças Gustavinho :)


E para todos vós, alguns já conhecem (Francisca e Samuel) pois é um dos meus poemas preferidos, de um poeta que para mim é mais do que um poeta, é um exemplo de vida, o meu caro Sebastião da Gama.

Pequeno Poema

Quando eu nasci,
ficou tudo como estava,

Nem homens cortaram veias,
nem houve Estrelas a mais...
nem o Sol escureceu,
Somente,
esquecida das dores,
a minha Mãe sorriu e agradeceu.

Quando eu nasci,
não houve nada de novo
senão eu.

As nuvens não se espantaram,
não enlouqueceu ninguém...
P'ra que o dia fosse enorme,
bastava
toda a ternura que olhava
nos olhos de minha Mãe...


E para terminar, e para todos todos nós, não esquecer Maria, estamos no mês de Maria, independentemente do vosso credo, dúvidas existenciais, falta ou procura de Fé.

Ave, Maria, cheia de graça,
o Senhor é convosco.
Bendita sois vós entre as mulheres,
e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus.

Santa Maria, Mãe de Deus,
rogai por nós, pecadores, 

agora e na hora da nossa morte.
Amém.

----------------------------------
P.S. A imagem de Nossa Senhora do Leite deixa-me sempre espantado :)

quinta-feira, 1 de maio de 2014

Naquele dia aconteceu... Hoje acontece...

O regresso dos encantos de maio, papoilas... lindas, lindas, lindas!!!


Estas, alcantiladas, observam a vida que passa, ruidosa e apressada (aprisionada)...
Experimente fazer o contrário, é tão bom, tão bom, tão bom!!!

é para ti :*   é para vós :)

Quando era infante, e hoje o dia presta-se a este regresso primordial, gostava (e gosto) muito deste livro


Nunca esqueci duas páginas: a data do meu aniversário, com a referência à descoberta do Brasil,


atualmente comemora-se o Tiradentes, a descoberta "passou" para 22 (fica em aberto para uma próxima), e a página seguinte, da qual não guardei nem data nem nome, mas que nunca esqueci e que se pode resumir em SER PARA BEM PARECER, que me acompanha e transmito. Mais tarde descobri que por vezes não basta ser, tem de parecer.



----------------------------------
P.S. Janeiro geadeiro, fevereiro chuvoso, março escanevoso, abril ventoso, maio remeloso, fazem o ano formoso (Do adagiário de Proença-a-Nova, Beira Baixa).