domingo, 11 de maio de 2014

Igreja de Nossa Senhora do Amparo de Benfica.

Vem esta mensagem a propósito de uma observação do meu amigo Osvaldo, sobre a dimensão da igreja e a importância do local, que ao tempo seria arrabalde de Lisboa.

Eis aqui a informação que recolhi, a começar pela gravura da igreja e lavadeira na Ribeira de Alcântara, e o folheto da comemoração dos 200 anos que te prometi.



A gravura está disponível no blogue Lisboa Desaparecida, da olisipógrafa Marina Tavares Dias, e a notícia original na Hemeroteca Digital (Archivo Pittoresco, Tomo VI, 1863, N.º 14), ou aqui (PDF de melhor qualidade).







Mais informações, com alguma sobreposição, nos seguintes endereços:

Paróquia de Nossa Senhora do Amparo de Benfica
Wikipédia
Blogue Retalhos de Bem-fica

Caro Osvaldo, podemos assim afirmar que existe uma correlação :)
Lindas quintas, de gente importante, com igreja condizente (sem ironia).

domingo, 4 de maio de 2014

Autorretrato...

AUTORRETRATO


Aqui (no meu blog) tudo conta, todos os pormenores, tudo mesmo...
Uma porta com janela... Janus...

Este está na minha lista dos 10+... tudo aqui é delicioso, a começar pelo título,

e no interior, vem mesmo a propósito..

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P.S. Onde fica?... Queluz, perto do palácio.

Colo, regaço, vida...

Dar a vida,
No teu regaço,
Trazer ao colo.

É a cara da nossa mãe, mana, esta é a surpresa de que te falei ontem :)


Extraído do livro "O Rasto do Fundador"
Não te esqueças Gustavinho :)


E para todos vós, alguns já conhecem (Francisca e Samuel) pois é um dos meus poemas preferidos, de um poeta que para mim é mais do que um poeta, é um exemplo de vida, o meu caro Sebastião da Gama.

Pequeno Poema

Quando eu nasci,
ficou tudo como estava,

Nem homens cortaram veias,
nem houve Estrelas a mais...
nem o Sol escureceu,
Somente,
esquecida das dores,
a minha Mãe sorriu e agradeceu.

Quando eu nasci,
não houve nada de novo
senão eu.

As nuvens não se espantaram,
não enlouqueceu ninguém...
P'ra que o dia fosse enorme,
bastava
toda a ternura que olhava
nos olhos de minha Mãe...


E para terminar, e para todos todos nós, não esquecer Maria, estamos no mês de Maria, independentemente do vosso credo, dúvidas existenciais, falta ou procura de Fé.

Ave, Maria, cheia de graça,
o Senhor é convosco.
Bendita sois vós entre as mulheres,
e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus.

Santa Maria, Mãe de Deus,
rogai por nós, pecadores, 

agora e na hora da nossa morte.
Amém.

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P.S. A imagem de Nossa Senhora do Leite deixa-me sempre espantado :)

quinta-feira, 1 de maio de 2014

Naquele dia aconteceu... Hoje acontece...

O regresso dos encantos de maio, papoilas... lindas, lindas, lindas!!!


Estas, alcantiladas, observam a vida que passa, ruidosa e apressada (aprisionada)...
Experimente fazer o contrário, é tão bom, tão bom, tão bom!!!

é para ti :*   é para vós :)

Quando era infante, e hoje o dia presta-se a este regresso primordial, gostava (e gosto) muito deste livro


Nunca esqueci duas páginas: a data do meu aniversário, com a referência à descoberta do Brasil,


atualmente comemora-se o Tiradentes, a descoberta "passou" para 22 (fica em aberto para uma próxima), e a página seguinte, da qual não guardei nem data nem nome, mas que nunca esqueci e que se pode resumir em SER PARA BEM PARECER, que me acompanha e transmito. Mais tarde descobri que por vezes não basta ser, tem de parecer.



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P.S. Janeiro geadeiro, fevereiro chuvoso, março escanevoso, abril ventoso, maio remeloso, fazem o ano formoso (Do adagiário de Proença-a-Nova, Beira Baixa).

Banal, óbvio... coincidências!

Hoje, enquanto lanchava, dei por mim a observar estes dois rótulos, são produtos consumidos cá em casa,



e achei engraçado a coincidência. As diferenças são óbvias... água-leite, verde-azul, São Mamede-Alpes.
Descubra as semelhanças... banal? (vida banal)

domingo, 27 de abril de 2014

O Caderno da Casa das Nuvens

Isto não pode ficar assim...
Aguardo a chegada do livro... O Caderno da Casa das Nuvens... O Caderno da Casa das Nuvens...
Casa das Nuvens? Nuvens... formas no céu... vidas sublimadas...

Depois... ler... colocar aqui a imagem da sua capa... é bom ver a cara do livro...
Abrir, dar a conhecer... espicaçar!

Fico à espera...
Adeus, Vasco Navarro da Graça Moura.

«a palavra poética // ao fim de tudo, é uma / questão de técnica / e de melancolia»

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P.S.
Morreu Vasco Graça Moura, um intelectual renascentista no século XXI
Vasco Graça Moura: 'A Portugal está a faltar muita poesia'
Nos poemas de "vgm" moviam-se figuras e a essas figuras aconteciam coisas
50 anos de vida literária de V.G.M.

A razão de um nome...

A razão de um nome...

Fui beber o título deste blog, "Melancolia com um", à gravura de Albrecht Dürer "Melencolia I". Fácil de explicar a grafia, embora no endereço do blog apareça tudo junto, o que dá melancoliacomum, é apenas mera coincidência, sem qualquer significado. Para vincar a diferença aparece no logotipo do blog Melancoliacom1, escrito em Century Gothic, o que tinha de mais parecido com a minha primeira escolha: Futura, e não foi por acaso, e também gosto de letras :)

Falta o 1, o primeiro de três tipos de melancolia definidos por Cornelius Agrippa, a Melencholia Imaginativa. Estaria o artista numa crise criativa? Só consigo mesmo, toldado no labirinto da razão-imaginação? É este o encanto da melancolia... perder-se e encontrar-se. Quanto ao leitmotiv, ele segue aquilo que vejo, que quero ver, introspectivo, gosto da neblina de Sintra, do mar alterado da Praia das Maçãs (barbas brancas), de pensar, ponderar... desesperar quando parece não haver caminho, mas sempre há :)

A gravura bem velhinha, faz este ano 500 anos (no Quadrado Mágico, o primeiro a ser publicado na Europa, aparece a data da gravura), deixa muito espaço em aberto, nas nossas cabeças, a começar pela forma como pensamos hoje: o que nos anima é certamente diferente do tempo do artista. Existem interpretações para todos os gostos, e claro a minha, não no sentido global, vou mais debicando, imaginando, por isso a obra continua a encantar, ou agitar, ou outra coisa qualquer... por exemplo, a expressão do rosto,
 

imagino o Galileu a resmungar Eppur si muove!

Falta dizer como esta história começou... com um livro, claro :)
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Ironia do destino, pouco depois de ter publicado esta mensagem soube da morte do Vasco Graça MouraRECORDAR...
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Foi a referencia a esta gravura, que conscientemente não estava presente no meu arquivo mental, que desafiou a minha curiosidade, bem como a referência à obra de Robert Burton, que tinha visto na livraria semanas antes, que desencadeou tudo isto, embora a vontade estivesse latente... vontade latente. Depois é só deixarmo-nos levar... Por exemplo, Burton refere-se a esta gravura no seu livro,


e à excelência da carne portuguesa :)



Esta história ainda me consome: gostaria de consultar a obra Saturno y la melancolía (um clássico), especialmente a parte final dedicada a esta gravura. Mais tarde irei consultar a obra do Jansen, que está na casa dos meus pais, fica a citação (que descobri aqui):
One of the four temperaments, she holds the tool of geometry, yet is surrounded by chaos. She thinks, but cannot act, while the infant scrawling on the slate, who symbolizes Practical Knowledge, can act but not think. This is then, the melancholia of an artist. He cannot achieve perfect beauty, which is known only to God, because he cannot extend his thinking beyond the limitations of space and the physical world.
from The History of Art by H.W. Jansen
Está de pé... quer dizer tão somente que comecei, levantei o mastro, estou pronto para navegar, é o inicio de uma viagem chamada blog... Kavafis assalta-me logo o pensamento :)

Continua de pé!

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P.S. Salvo informação em contrário, as imagens que aparecem no blog são de minha autoria, fotografias ou digitalizações de objetos meus, principalmente livros, manipuladas por mim.
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